A Samsung Galaxy Watch Ultra 2 surge como a resposta mais ambiciosa da Samsung à principal falha dos smartwatches: uma autonomia considerada demasiado limitada para um uso diário verdadeiramente intensivo. De acordo com vários rumores publicados entre março e junho de 2026, a marca estaria a preparar para o verão de 2026 um relógio mais resistente, mais conectado e claramente concebido para competir com os modelos mais extremos do mercado.
Lançamento previsto para o verão de 2026, no centro de um ecossistema Galaxy mais amplo
As informações mais recentes convergem para uma apresentação da Galaxy Watch Ultra 2 em julho de 2026, durante o tradicional evento Galaxy Unpacked, onde a Samsung deverá também revelar os Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8. A PhoneArena, a Android Central e vários meios de comunicação que citam fontes próximas das linhas de produção mencionam em particular a data de 22 de julho de 2026 como uma janela provável, com uma comercialização esperada entre o final de julho e o início de agosto de 2026.
A Samsung deverá apresentar uma gama de três novos relógios, com os Galaxy Watch 9, Galaxy Watch 9 Classic e o Galaxy Watch Ultra 2, que virá substituir o primeiro modelo Ultra lançado em 2024 e atualizado em 2025 por uma simples variação de cor e armazenamento. Esta Ultra 2 encaixar-se-ia assim num ciclo de renovação de cerca de dois anos, mais alinhado com a lógica de produtos de gama muito alta do que com atualizações anuais clássicas.
Uma bateria anunciada como muito maior para durar vários dias
O ponto mais marcante dos rumores diz respeito à capacidade da bateria. Vários vazamentos mencionam um aumento de cerca de 30% a 35% em comparação com a primeira Galaxy Watch Ultra, com um objetivo situado entre 780 e 800 mAh, de acordo com diferentes relatórios de sites especializados próximos das cadeias de componentes. Alguns falam até de uma bateria « ultra grande », apresentada como o argumento chave desta geração, para ultrapassar os três dias de autonomia em uso misto com sensores, notificações e acompanhamento de saúde ativados.
Concretamente, onde a primeira Galaxy Watch Ultra durava na prática cerca de dois dias com todas as funções ativadas, os analistas estimam que este aumento de capacidade, combinado com otimizações de hardware e software, poderia permitir aproximar-se de quatro dias de uso real em condições razoáveis. Mesmo que estes números ainda precisem de ser confirmados, a mensagem enviada é clara: a Ultra 2 pretende posicionar-se como um smartwatch muito completo que já não exige um carregamento quase diário.
Um novo processador concebido para a eficiência energética
A bateria não é o único alavancagem considerada para resolver o problema da autonomia. Vários relatórios indicam que a Galaxy Watch Ultra 2 utilizaria o Snapdragon Wear Elite, o novo SoC de gama alta da Qualcomm concebido para smartwatches modernos. Este chip é anunciado como mais performante do que as gerações anteriores, consumindo ao mesmo tempo menos energia graças a um processo de fabrico mais fino e a uma gestão mais inteligente dos núcleos.
Associada a uma versão recente do Wear OS adaptada pela Samsung, esta base de hardware deverá permitir um melhor controlo das tarefas em segundo plano, otimizar a taxa de atualização do ecrã e modular a potência em função dos usos, por exemplo, reduzindo o consumo ao consultar notificações simples. O objetivo é transformar a grande bateria em autonomia útil, em vez de um simples argumento de marketing desconectado da realidade do terreno.
5G no pulso: uma vantagem… e um desafio para a bateria
Outra grande evolução mencionada por vários vazamentos: a 5G poderá chegar à Galaxy Watch Ultra 2. Meios de comunicação citando bases de dados de IMEI e relatórios da GalaxyClub explicam que a Samsung estaria a desenvolver o relógio em duas variantes, uma em 4G/LTE e outra compatível com 5G, o que faria dele o primeiro relógio Galaxy capaz de se conectar a esta rede sem passar pelo smartphone.
Este avanço colocaria a Ultra 2 ao nível dos relógios mais avançados do mercado em termos de conectividade, permitindo, por exemplo, downloads de dados mais rápidos, chamadas mais estáveis e usos mais fluidos para música ou mapas em movimento. Na Europa, alguns vazamentos sugerem que a versão 5G poderá ser limitada a certos mercados, permanecendo a variante 4G potencialmente a mais difundida no velho continente, o que ilustra bem o delicado equilíbrio entre ganho de funcionalidades e constrangimentos de autonomia.
Usos desportivos e outdoor no centro do posicionamento
A Galaxy Watch Ultra 2 manteria a fidelidade ao posicionamento robusto do primeiro modelo, com um design decididamente orientado para usos desportivos, acompanhamento de atividades de longa duração e ambientes mais exigentes. Os rumores mencionam a presença de uma caixa única de grande dimensão, cerca de 47 mm, que deixa espaço para a grande bateria e para um ecrã luminoso adaptado a uma legibilidade máxima em exterior.
Este formato permite também integrar sem compromisso os sensores de acompanhamento de saúde, como a frequência cardíaca, a saturação de oxigénio, a variabilidade cardíaca e, possivelmente, segundo alguns relatórios, novas métricas derivadas da plataforma introduzida com a Galaxy Watch 9. Nesta lógica, uma autonomia de vários dias torna-se quase indispensável: um corredor, um caminhante ou um utilizador que encadeia atividades não quer ter de vigiar constantemente o ícone da bateria no pulso.
Uma resposta direta ao desconforto em torno da autonomia dos smartwatches
Se as informações recolhidas desde o início de 2026 se confirmarem durante a apresentação oficial, a Samsung Galaxy Watch Ultra 2 poderá marcar uma viragem na forma como os smartwatches de gama alta gerem a autonomia. Em vez de adicionar ainda mais funções em detrimento da autonomia, a Samsung parece ter escolhido fazer da bateria e da eficiência energética o cerne do produto, com uma capacidade nitidamente mais generosa, um SoC otimizado e um sistema concebido para prolongar cada percentagem de carga.
Resta saber se esta promessa se traduzirá no uso real, uma vez que o relógio estiver nas mãos dos utilizadores, e como se posicionará face aos relógios desportivos especializados ou aos Apple Watch mais autónomos. Para os utilizadores, a verdadeira questão será simples: esta Galaxy Watch Ultra 2 permite finalmente usar um smartwatch potente durante vários dias seguidos sem ansiedade de bateria, ou será ainda necessário lidar com o carregador na mesa de cabeceira.
