Mercado de tablets: O iPad da Apple esmaga a concorrência e registra um final de ano de 2025 recorde

Enquanto se podia temer um esgotamento do mercado de tecnologia, o setor de tablets surpreendeu os analistas ao apresentar um desempenho robusto no final de 2025. No centro dessa dinâmica, um nome se destaca com insistência: a Apple. De acordo com o último relatório da consultoria Omdia, divulgado em fevereiro de 2026, a empresa de Cupertino não se contenta mais em liderar; ela abriu uma lacuna significativa em relação aos seus concorrentes no último trimestre.

Com quase 45% de participação de mercado nos últimos três meses do ano, o iPad confirma que continua sendo a referência absoluta, relegando seu rival histórico, a Samsung, a um papel de espectador distante.

Números de uma dominação incontestável

Os dados da Omdia são claros. No quarto trimestre de 2025, a Apple enviou 19,63 milhões de iPads, registrando um crescimento impressionante de 16,5% em relação ao ano anterior. Essa performance permite que a marca da maçã capture quase metade das vendas globais nesse período crucial das festas de fim de ano.

Em comparação, o cenário é bem mais sombrio para a Samsung. A gigante coreana, embora ainda em segundo lugar, vê suas entregas caírem 9,2%, para 6,44 milhões de unidades. A diferença é agora abissal: para cada tablet Samsung vendido, a Apple vende três.

Fabricante Unidades enviadas (Q4 2025) Participação de mercado Evolução (em 1 ano)
Apple 19,63 milhões 44,9% +16,5%
Samsung 6,44 milhões 14,7% -9,2%
Lenovo 3,87 milhões 8,8% +36%

M5 e iPad 11: A dupla vencedora

Esse sucesso não é obra do acaso. A Apple soube renovar sua linha no momento certo. Os analistas atribuem essa explosão de vendas a dois fatores principais:

  1. O iPad 11 (2025): O modelo de entrada continua a atrair pelo seu custo-benefício, capturando o público em geral e o setor educacional.
  2. A potência do chip M5: Os novos iPad Pro equipados com o chip M5 convenceram profissionais e criativos, provando que a corrida pela potência continua sendo um argumento de venda massivo para a Apple.

Essa estratégia de segmentação clara permite que a Apple cubra todas as necessidades, onde a oferta Android muitas vezes tem dificuldade em justificar seu posicionamento de preço em relação ao iPad.

A surpresa Lenovo e a queda da Samsung

Enquanto a Apple brilha, o restante do ranking reserva surpresas. A Lenovo faz uma entrada notável com um crescimento vertiginoso de 36%, conquistando o terceiro lugar. O fabricante chinês soube aproveitar uma estratégia agressiva de preços e a antecipação dos aumentos nos custos de componentes.

Por outro lado, a Samsung parece ser a principal vítima deste fim de ano. Único player importante do Top 5 a registrar queda, o fabricante coreano sofre no segmento intermediário, espremido entre o iPad 11 e os tablets chineses mais acessíveis.

2026: Em direção a um aumento de preços?

Apesar desses números eufóricos (o mercado global cresceu quase 10% em 2025), o ano de 2026 se anuncia mais complexo. O relatório da Omdia alerta para uma provável escassez de memória que pode fazer os preços dos dispositivos subirem. Essa perspectiva, aliás, impulsionou as vendas no final de 2025, com consumidores e revendedores antecipando esses aumentos futuros.

Nesse contexto incerto, a força do ecossistema Apple e a chegada progressiva de funcionalidades de inteligência artificial (através das parcerias Gemini/Apple Intelligence) podem ser as chaves para manter essa vantagem confortável.